[Editorial FPN] O trem de ferro

“Em tempo de tantas notícias preocupantes, uma que vai alegrar o seu coração”: assim começa o convite dos organizadores da agenda das 10h de amanhã, sábado (20/11), em Cajuri, local da reinauguração simbólica da Linha Mineira, com a  chegada das primeiras locomotivas do projeto Trem das Serras de Minas.

O Sesc-MG doou as máquinas, em parceria com a Superintendência de Ferrovias da Secretaria/MG de Infraestrutura e a Comissão Parlamentar da ALMG Pró-Ferrovias Mineiras. O presidente desta Comissão, deputado João Leite/PSDB, é aguardado para o evento, ao lado de autoridades federais e do Governo/MG.

Os organizadores, entre eles dirigentes de Prefeituras, de Associações Municipalistas e do Circuito Turístico Serras de Minas, têm respaldo dos Núcleos de Preservação Ferroviária/NPFs de Ponte Nova e Viçosa. A escolha de Cajuri tem razão de ser: ali houve a reforma de cerca de 1,5km de linhas.

Há grande expectativa também em Teixeiras, onde segue projeto-piloto do programa de turismo agroecológico “Caminho do Campo”. Projeta-se polo ferroviário, de Teixeiras a Visconde do Rio Branco, passando por Viçosa, Cajuri, Coimbra e São Geraldo.

Em Viçosa, onde o NPF se movimenta contra o abandono das linhas férreas em 1996, quando os ramais da região passaram para a gestão da Ferrovia Centro-Atlântica, concessionária operadora de parte da malha privatizada da antiga RFFSA.

O projeto viçosense visa à criação de programa de turismo com 3km de linhas dentro do Campus da UFV e já conta com emenda parlamentar de João Leite, via Orçamento/MG, para a liberação de R$ 500 mil (outros R$ 600 mil vão para São Geraldo).

Os envolvidos no projeto Trem das Serras de Minas citam proposta de recuperação de milhares de quilômetros de linhas abandonadas e destruídas, entre outras nestas cidades: Ouro Preto, Mariana, Acaiaca, Barra Longa, Dom Silvério, Rio Doce, Ubá, Astolfo Dutra, Dona Euzébia e Cataguases.

Mais do que saudosismo, o projeto tem significado extra para a Microrregião de Ponte Nova. O nosso NPF já tem até modelo de veículo para turismo sobre trilhos. E tramita projeto de implantação de “porto seco” para transporte de grãos e insumos destinados ao nosso polo suinocultor.

Como se percebe, não se trata apenas de saudosismo, mas de incremento do turismo, de integração regional e de sustentabilidade econômica.

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