[Editorial FPN] Cenário para 2022

Em 29/12, na véspera do fechamento desta edição, inaugurou-se em Ponte Nova o Atacarejo de Supermercados BH. O empreendimento oferece cerca de 200 empregos e evidencia – a despeito da crise institucional – o quanto alguns segmentos da economia seguem sobressaindo-se. Outro bom exemplo é o anúncio da Saudali Alimentos de investir R$ 40 milhões na sua unidade industrial (leia na página 6).

No comércio em geral, há, no entanto, visão prática detectada no Índice de Confiança Empresarial/ICE divulgado na véspera do Natal pelo Sistema Acip/CDL. Resultante de pesquisa do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Dinâmica (com apoio de diversos parceiros), o levantamento resultou de questionários respondidos por 185 empregadores (principalmente os lojistas).

Em relação às vendas de fim de ano, 24% avaliaram positivamente, 32% alegaram estar “normal” e 44% apresentaram respostas negativas. Com relação aos próximos três meses, 40% pretendem aumentar as vendas, 31% apostam na estabilidade e 29% acreditam que as vendas serão menores.

Sobre o comportamento dos clientes, 30% dos empresários atestaram que a inadimplência se reduziu. Para 26%, elas se estabilizaram, enquanto 44% informam que os inadimplentes aumentaram. Para os próximos 3 meses, 30% dos entrevistados têm expectativa de estabilizar a inadimplência. Já para 38%, ela será reduzida, enquanto para 32% ela será maior.

Mais informações do empresariado: pouco menos da metade (45%) acredita que seus segmentos estão estáveis no mercado; 27% se veem numa situação positiva; e 28% estão em situação desacelerada.

Em relação aos investimentos, 54% acenam com aposta em investimentos e 46% possuem expectativas de melhora geral em seus setores. Por outro lado, 57% pretendem dedicar-se a novos investimentos no próximo trimestre.

Ao responderem outra pergunta, os entrevistados, entretanto, foram contundentes: 76% não contrataram empregados em novembro e 83% não pretendem contratar nos próximos 3 meses.

Constatou-se esta disposição mesmo com a avaliação dos empresários sobre a economia local: é estável para 47% deles, aquecida para 14% e está desacelerada para 39%. No cenário do próximo trimestre, 42% têm expectativas de aquecimento da economia, 20% acham que vai desacelerar-se e 38% apostam na estabilização.

No site desta FOLHA, em notícia de 24/12, está um outro dado da pesquisa – a opinião de consumidores de Ponte Nova.

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