[Editorial FPN] Tendência para 2022

Neste espaço, registramos em 31/12 a opinião dos lojistas ouvidos por equipe da Faculdade Dinâmica, na véspera do Natal/2021 para a elaboração – em parceria com o Sistema Acip/CDL e outros apoiadores –  do Índice de Confiança Empresarial/ICE.

Nesta semana, resumimos o Índice de Confiança do Consumidor/ICC, no qual 233 pessoas responderam os questionários.

A maioria (53%) tem expectativa de aumento na inflação nos próximos 3 meses e 22% acreditam que será um aumento muito grande. Enquanto 21% acreditam que a inflação não oscilará, 4% apostam na diminuição.

Por outro lado, 16% dos entrevistados preveem grande aumento do desemprego em Ponte Nova nos próximos 3 meses, 41% acreditam que irá aumentar “um pouco”, 27% acham que não haverá mudança e 15% esperam queda das demissões.

A maioria (64%) dos entrevistados acredita que sua renda pessoal não irá variar nos próximos 3 meses; 49% avaliam que sua situação financeira permanecerá igual; e 13% acenam com renda menor. Já conforme 28% dos entrevistados, nos últimos 3 meses, sua situação financeira melhorou. 18% têm expectativa de melhoria em sua renda pessoal.

De sua parte, 4% dos entrevistados disseram que, nos últimos 3 meses, seu endividamento aumentou muito, 18% ponderam que as dívidas aumentaram em menor proporção, 24% afirmaram estar menos endividados e 14% julgam que estarão muito menos endividados. Já 40% responderam que estão com o mesmo patamar de dívidas.

Em relação a bens de maior valor, 45% pretendem diminuir tais compras, 37% esperam permanecer como estão e 18% desejam aumentar a aquisição desses itens.

Diz o estudo: “Tal resultado mostra que os consumidores já percebem que a inflação tem efeitos nocivos em sua renda, com a consequente queda no seu poder de compra e que as incertezas apontam para um aumento de preços devido à escassez mundial e à retomada econômica caminhando a passos curtos.”

O Índice mostrou, portanto, que em linhas gerais os consumidores pretendem em 2022 diminuir compras de bens de maior valor. E mais: têm receio de se endividarem nos próximos meses e acreditam que o número de desempregos irá aumentar. O cenário permite considerar que a maior parte dos consumidores não tem postura otimista quanto ao futuro próximo.

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