[Editorial FPN] Um ano de vacina

Há doze meses, em 17/1, o Brasil iniciava a vacinação contra a Covid-19. Em 20/1, no dia de seu padroeiro, São Sebastião, Ponte Nova recebia o 1º lote de imunizantes, chegando em 2022 com estes números.

– De acordo com dados municipais de 14/1/2022, em 12 meses, PN somou 19.154 casos suspeitos, 9.394 pacientes com resultados negativos e  6.933 (577/dia) com testagens positivas, sendo 6.632 curados e 207 mortos. Contabilizavam-se 2.111 suspeitas descartadas e 716 pacientes investigados.

Contando-se as pessoas acima de 12 anos, PN tem, segundo dados de 19/1, 91,8 % da população imunizados com a 1ª dose, 89% com a 2ª dose, 6,4% com dose única e 32,6% com acesso às doses de reforço. Nos cálculos municipais, a despesa/ano somou R$ 33,2 milhões, entre recursos próprios, estaduais, federais e de doações. Em tempos de democracia, tivemos uma CPI municipal da Covid e as contestações do Executivo local.

Convivemos, neste início de 2022, com nova onda da doença, coincidindo com um surto de gripe influenza. Assistimos à proliferação da variante Ômicron do coronavírus, mas com a certeza da efetividade dos imunizantes na redução de casos mais graves da doença e de mortalidade. Está em andamento – ainda bem – a vacinação de crianças com idade entre 5 e 12 anos, embora a quantidade de imunizantes enviados pelo Ministério da Saúde seja ainda insuficiente.

Não há dúvidas de que o elevado número de mortes e o colapso no sistema de saúde de 2021 seriam evitados, se o país tivesse se preparado corretamente e antecipado a aquisição das vacinas. O quadro também seria melhor, se o presidente da República não se prestasse – assim como seus principais assessores – ao serviço de alimentar fake news, enquanto questiona sistematicamente a vacinação em massa.

Embora a cobertura seja insuficiente e a despeito da escassez de vacinas, a campanha pode ser considerada um sucesso, contando com a efetividade do Sistema Único de Saúde/SUS. No caso local, sobressaiu a atuação das redes pública e privada de saúde.

Nestes dias, especialistas reforçam a importância do passaporte vacinal como política pública de proteção coletiva, além de enfatizarem a relevância do uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento físico e social. Todos já sabem esta parte, mas é preciso repeti-la diuturnamente.

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