[Editorial FPN] Obras e buracos

Como ocorre em seguidas semanas, vereadores de Ponte Nova se sucederam, também em 25/4, em veementes discursos, com denúncias de buracos pela cidade e estragos em comunidades rurais, tendo como causa ainda o período chuvoso do início deste ano.

No caso das localidades rurais, publicamos relatório (página 4) da Secretaria de Desenvolvimento Rural/Sedru com os investimentos e as principais demandas atendidas, mesmo sabendo que tantas outras permanecem na extensa malha rural pontenovense.

Na cidade, a Secretaria Municipal de Obras/Semob mobiliza-se em frentes de trabalho, como a da rede pluvial do bairro Santo Antônio (leia na página 11). O dirigente da Semob informou a esta FOLHA que um dos agravantes para o cenário foi o intenso período chuvoso (de out/2021 ao início de mar/2022), além das cheias do rio Piranga e seus afluentes (ribeirões Vau-Açu e Oratórios) e das seguidas tempestades, cujas enxurradas causaram tantos transtornos.

Outras importantes regiões urbanas estão na mira do Executivo, como esta FOLHA já informou ao mencionar, na edição de 14/4, o projeto enviado à Câmara prevendo, entre outras demandas, R$ 474,7 mil para os serviços de Defesa Civil, R$ 384,5 mil como contrapartida de convênio de pavimentação urbana e R$ 1,2 milhão para a obra de contenção na rua Carangola/bairro Santo Antônio.

Nesta semana, o prefeito Wagner Mol/PSB lançou edital de R$ 867,5 mil (com licitação em 5/5) para melhorias de infraestrutura urbana com recapeamento asfáltico nas ruas São Paulo, Antônio Bôscolo e Paraná, todas no bairro Dalvo Bemfeito. Por outro lado, aguarda-se o trâmite de projeto na Câmara para contratação de empreiteira, via convênio com o Consórcio Intermunicipal Multissetorial do Vale do Piranga/Cimvalpi, para encaminhar diversas – e necessárias – frentes de pavimentação.

O fato é que os estragos pela cidade ainda impactam a opinião pública, embora só possamos mensurar, de imediato, a perspectiva dos empresários (leia nesta página) em sua baixa aprovação do Governo Wagner Mol. A cena crítica ainda se sobressai porque o prefeito não tem maioria na Câmara Municipal e corre contra o tempo para encaminhar seus projetos de infraestrutura antes do próximo período chuvoso.

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